UNA ACLARACIÓN MUY OPORTUNA

Ponemos en el conocimiento de nuestros amables lectores que todo el material que ofrecemos como posts en este blog ha sido extraído de la obra LOS FUNDAMENTOS DEL ESPIRITISMO, previa autorización de su autor nuestro distinguido amigo Prof. Jon Aizpurua.

No nos atreveríamos a divulgar este precioso e invaluable material doctrinario y de divulgación de la cultura espírita si no tuviésemos de antemano la autorización expresa de su autor, de lo contario incurriríamos en el plagio, actitud que nos despierta repugancia tan sólo con mencionar el término.

Hemos escogido esta obra, LOS FUNDAMENTOS DEL
ESPIRITISMO, porque estamos seguros que ella constituye la exposición más actualizada de los postulados doctrinarios expresados por el Codificador Allan Kardec, enmarcados en nuevo contexto paradigamático; el vigente en estos tiempos que corren.

En LOS FUNDAMENTOS DEL ESPIRITISMO el autor reinvidica el verdadero carácter de la Doctrina Espírita, como un sistema de pensamiento laico, racionalista, e iconoclasta, alejado de todo misticismo religioso, tal como fue codificada la Doctrina por el Maestro Allan Kardec en el siglo diecinueve.

Esta obra es eminentemente didáctica, porque está escrita en un estilo ágil y ameno, sin que por ello pierda consistencia en su brillante exposición de ideas, llegando a toda clase de público lector, desde el estudioso del Espiritismo hasta aquellas personas que se encuentran en la búsqueda de una filosofía racional que les ayude a pensar al mundo y a sí mismos.

René Dayre Abella
Nos adherimos a los postulados doctrinarios sustentados por la Confederación Espiritista Panamericana, que muestran a la Doctrina Espírita como un sistema de pensamiento filosófico laico, racionalista e iconoclasta. Alejado de todo misticismo religioso. Apoyamos la Carta de Puerto Rico, emanada del XIX Congreso de la CEPA en el pasado año 2008.

domingo, 23 de marzo de 2014

sábado, 22 de março de 2014

OPINIÃO - ANO XX - Nº 216 - MARÇO 2014

Crianças e a Vida antes da Vida
Pesquisadora da Universidade de Boston publica estudo sugerindo que crianças demonstram um forte senso de que existiam antes de serem concebidas.
Imortalidade e preexistência
Embora a noção da sobrevivência do espírito após a morte seja um conceito teológico hígido dentro do cristianismo, a ideia da preexistência espiritual é rejeitada pelas religiões cristãs. Esta última hipótese até foi sustentada por Pais da Igreja como Plotino, Orígenes e outros neoplatônicos do Século III da era cristã. Terminou, contudo, sendo sumariamente eliminada pela Igreja de Roma, em sucessivos concílios. Igualmente, nunca foi aceita pelas Igrejas Reformadas. Assim, o cristianismo, de forma praticamente unânime, prega que Deus cria o corpo e a alma simultaneamente. Por isso mesmo, não se pode atribuir uma influência cultural à noção encontrada em crianças sobre a existência nelas de alguma forma de consciência, sentimentos e desejos antes da concepção e nascimento.
Em contrapartida, recente estudo publicado pela equipe da doutora Natalie Emmons, da Universidade de Boston, na revista científica Child Development, sugere que crianças, tanto aquelas educadas em ambiente cristão, como na cultura indígena, demonstram claras intuições da existência de sentimentos e emoções que antecedem a vida física. Estaríamos diante de um conhecimento intuitivo, sem qualquer conotação cultural? A conclusão do estudo é nesse sentido.
A pesquisa
A pesquisa da Universidade de Boston teve como foco a possível existência de alguma forma de consciência antes da vida física. A equipe da Dra. Emmons entrevistou 283 crianças de duas culturas distintas no Equador: a primeira urbana e católica, e a segunda rural e indígena, da tribo Shuar. Segundo a Dra. Débora Kelemen (foto), que também assinou o trabalho, a noção da pré-vida ficou bastante evidente em ambos os grupos, pela interpretação das respostas dadas a partir da exibição de desenhos de mães antes da gravidez, durante a gestação e já com a presença do bebê, após o parto. Pelas respostas e comentários das crianças, o estudo identificou nelas a presença de emoções e desejos anteriores à gestação materna.
A equipe conclui o trabalho afirmando que há nas crianças um sentimento de que elas de alguma forma viviam antes de seus corpos existirem e que isso corresponderia a um “padrão cognitivo universal”, presente no ser humano, independente de cultura, raça ou religião, embora possa desaparecer na idade adulta.
Para saber mais:
Acesse o site onde o histórico e a metodologia da pesquisa estão detalhados:
        

Intuição x Cultura
Versasse a pesquisa da Universidade de Boston sobre crença em Deus ou na sobrevivência do espírito após a morte, caberia a hipótese de que os resultados fossem “contaminados” por noções culturais. Crianças, desde a mais tenra idade, são suscetíveis a incorporar crenças e costumes familiares ou de seu entorno social. Mas o estudo tinha como foco um princípio ainda pouco aceito no Ocidente. Tanto a população urbana do Equador, arraigadamente católica, como a cultura indígena do interior do país, não têm entre suas crenças a de que a consciência individual preexista à vida biológica. Esse dado dá maior credibilidade à pesquisa e, por outro lado, sustenta a conclusão de que as respostas fornecidas pelas crianças são intuitivas.
A intuição é uma forma de conhecimento. Para Einstein, ela é o único caminho para o conhecimento das leis do universo. É possível que as grandes descobertas e invenções que mudaram a história da Humanidade tenham se originado de intuições, só posteriormente racionalizadas e submetidas ao chamado processo lógico de conhecimento.
Mesmo concordando com Einstein ou com Bergson acerca da importância da intuição, é de se convir que a cultura dos povos é tecida por múltiplos fios ligados a interesses sociais, econômicos, religiosos e políticos. De tal forma se alinhavam e se organizam esses interesses que, facilmente, acabam por sufocar intuições e obscurecer aquilo que filósofos idealistas denominam conhecimentos inatos. A pesquisa aqui comentada classificou a noção da preexistência da consciência como um possível conhecimento inato obscurecido por fatores culturais ligados a crenças religiosas ou ao materialismo. Dogmas religiosos, assim como os ideológicos e políticos, terminam por engessar o conhecimento e a ciência de um tempo.
Felizmente, no próprio meio acadêmico, têm se aberto janelas para a adoção de novos paradigmas de conhecimento que rompem com o reducionismo materialista, ali ainda dominante. Seriam sinais precursores de uma nova era, a Era do Espírito, a iluminar a próxima fase da cultura humana? (A Redação).



Valores, Princípios e Ideais
“Não abrirei mão dos valores, princípios e ideais
que forjaram o que sou”.
Ministro Arthur Chioro (do discurso de posse no Ministério da Saúde).
Diferentemente das corporações religiosas, sindicalistas e econômicas, o movimento espírita no Brasil jamais se interessou em formar blocos políticos objetivando a conquista de parcelas de poder.  Isso não significa alienação política dessa fatia significativa de brasileiros. Ao contrário, as pesquisas que segmentam a população a partir das assim chamadas “crenças” dos entrevistados revelam que o contingente espírita no Brasil é justamente aquele de maior escolaridade e de mais efetiva inserção política e social do país.
Toda a visão social e política do espiritismo, no entanto, tem como base sólida uma filosofia que, partindo da realidade do espírito como consciência individual, pugna pelo progresso do ser e da coletividade fundamentado em uma ética de validade universal. Nesta, valores como democracia, transparência, justiça, liberdade, igualdade e fraternidade são tidos como bens soberanos e inegociáveis.  O bem comum, a felicidade geral da nação, nessa perspectiva, tornam-se objetivos centrais de toda a atuação política e administrativa dos agentes detentores do poder estatal.
Por isso mesmo, sempre que um espírita, que não o seja meramente de fachada, mas por convicção e por vivência individual e social, assume posição de destaque no cenário da política e da administração pública, não é o espiritismo, mas a sociedade como um todo, que tem motivos para se regozijar. 
O novo Ministro da Saúde do Brasil, Doutor Ademar Arthur Chioro dos Reis, traz em sua biografia familiar e social a marca da autenticidade espírita. Nascido de família espírita, engajou-se no movimento kardecista desde sua infância. Foi líder de mocidade, dirigente de seu centro espírita, teve e tem destacada atuação no campo da cultura espírita. No âmbito da Confederação Espírita Pan-Americana, entidade da qual foi vice-presidente por largo período, encontrou o terreno ideal para trabalhar com ideias inovadoras. Ali, vem se destacando graças a uma fecunda contribuição ao projeto permanente de atualização do espiritismo. Atualizar, para ele e para a CEPA, significa manter o grande projeto kardeciano em plena sintonia e em aberta colaboração com todos os movimentos culturais, políticos, sociais e científicos que se movam a partir de ideais de progresso e humanismo, visando à felicidade do ser humano.
Quem acompanhou seu discurso de posse no Ministério da Saúde - http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/fevereiro/03/DISCURSO-DE-POSSE-CHIORO.pdf - pôde sentir o profundo idealismo desse jovem médico e a centralidade de suas preocupações com temas de candente atualidade como: prevenção à mortalidade infantil e materna; combate ao câncer, à AIDS, à dengue, ao tabagismo, às drogas ilícitas; tratamento e assistência aos doentes psiquiátricos, e tantos outros desafios de sua área, neste país tão gigantesco e com tantas carências no campo da saúde pública. Quem, no entanto, conhece pessoalmente, o novo Ministro da Saúde, como é o caso de seus parceiros espíritas ligados à CEPA e à CEPABrasil, sabe de seu efetivo dinamismo e da permanente concretude de suas ações no sentido daquilo que ele classifica como seu compromisso “radical” em defesa da vida  e da dignidade do ser humano. Como assinalou em seu pronunciamento, “viver com saúde e liberdade, ser protagonista de nossas próprias vidas é um direito de cada um de nós, independente de cor, sexo, orientação sexual, ser portador de deficiência, de transtorno mental, ou qualquer outra situação. Simplesmente porque somos seres humanos, somos cidadãos”.
Numa cultura onde nem sempre o discurso corresponde às reais intenções, poderá a maioria da população entender essas palavras como meramente protocolares do novo Ministro Arthur Chioro. Para quem, no entanto, como nós, conhece a alma e o coração do amigo e irmão Ademar, fica a convicção de que ele, no elevado cargo a que foi guindado, realmente, jamais abrirá mão dos valores, princípios e ideais que forjaram aquilo que ele é.
Atuar em setor da política e da administração pública de tamanha abrangência, como o é aquele em cuja titularidade foi investido nosso Ademar, implica, necessariamente, em adequar-se a projetos que extrapolam o mero idealismo pessoal. A adesão a um projeto político e administrativo pressupõe o comprometimento com um plano governamental onde decisões pessoais necessitam submeter-se a instâncias situadas fora do estrito campo individual. Mesmo assim, a condição de ministro de governo, justamente de um setor que envolve necessidades vitais do cidadão e das comunidades, oferece ao agente público uma oportunidade ímpar para o exercício daquelas qualidades inscritas no seu personalíssimo patrimônio intelectual e moral. Isso, sem dúvida, faz a diferença tratando-se de um personagem com as qualidades do novo Ministro da Saúde, já testadas em outros cargos ocupados e testemunhadas por todos quantos com ele pessoalmente e familiarmente conviveram, em especial seus amigos e companheiros espíritas.
          No exercício do elevado cargo que esse companheiro acaba de assumir, onde, sem poder fazer tudo o que idealiza e deseja, terá de eleger prioridades e escolher opções politicamente adequadas, devem acompanhá-lo o apoio e as vibrações de todos os homens e mulheres de bem, e, particularmente, da comunidade espírita do Brasil.
   O novo Ministro da Saúde traz em sua biografia familiar e social
  a marca da autenticidade espírita.
         

Barbárie e civilização
Tem coisas que a gente entende, mas não pode justificar. Talvez uma boa forma de distinguir civilização de barbárie venha daí. Ou seja: o ser civilizado é capaz de entender os atos de barbárie. Entretanto, diante dos valores coletivamente conquistados e individualmente introjetados, não há como justificá-los.
Este início de ano, no Brasil, tem se caracterizado por alguns exemplos bastante significativos desse embate entre civilização e barbárie. No Rio de Janeiro, um garoto de 15 anos ao ser apanhado por populares numa tentativa de assalto, foi amarrado a um poste, sem roupa, e ali deixado por várias horas. A notícia correu o país e, logo, logo, em vários outros pontos, aconteceram cenas semelhantes: suspeitos de roubos foram linchados por populares que se dizem cansados da impunidade com que são tratados presumíveis delinquentes que infestam nossas cidades.
Justiceiros e vândalos
Há alguns sinais de que o estado de barbárie tenta se sobrepor  ao estado de Direito. Sem mostrar o rosto, representantes de grupos organizados de “justiceiros” já dão entrevistas detalhando seu “modus operandi” para o cumprimento sumário da “justiça” que dizem não ser feita pelo Estado. De outra parte, na onda de manifestações democráticas que reclamam legítimos direitos ainda sonegados à maioria dos cidadãos do país, vândalos destroem o patrimônio público e privado e atentam contra a vida de inocentes, como foi o caso recente que matou um cinegrafista da TV Bandeirantes. Com esse episódio, inclusive, começam a se levantar dados apontando para a existência de grupos organizados que aliciam e remuneram pessoas, com o único intuito de espalhar o terror e a destruição. Nesse caso, não dá sequer para entender, muito menos para justificar.
Ontem e hoje
Não faltam, diante de episódios como os que estamos a assistir, vozes pregando a iminência do caos. “Nunca houve tanta violência”, dizem. “Nunca o ser humano foi tão mau”, apregoam. Um retrospecto, por menos aprofundado que seja, da História, mostra que não é bem assim. Não é por outra razão que se qualificam como “medievais” procedimentos que o Estado ou a religião adotavam como regras contra o indivíduo, há não mais de 300, 400 ou 500 anos atrás. Não por outro motivo, classificamos como “bárbaras” as relações familiares ou sociais, vigentes em eras mais recuadas de nosso processo evolutivo. O reconhecimento dos atributos de “cidadania” é coisa muito recente, na nossa civilização. Pessoas com algumas dezenas de anos de vida, como é o meu caso, viveram, todos e sem exceção, tempos de muito mais injustiça produzida pelo Estado, pela sociedade, pelas famílias e pelos indivíduos, do que nos tempos de hoje.
Progresso é lei
À luz do espiritismo, progresso é lei. O simples reconhecimento dos direitos individuais e sua institucionalização nos estatutos legais dos países democráticos, como o nosso, representam avanços morais de relevante significado. São conquistas do Espírito na sua saga em busca da justiça, da felicidade, da harmonia social e da paz para todos. É preciso, porém, acreditar na capacidade de os entes sociais que nós próprios integramos se organizarem politicamente e darem cumprimento aos sentimentos de justiça que gritam na alma de cada um. Transformar esses genuínos sentimentos em atos individuais de punição ao infrator – a chamada “justiça pelas próprias mãos” – é transmudá-los em atos de abjeta vingança, compatíveis com a barbárie e em sentido oposto à civilização. Aplaudir os que assim fazem é igualar-se a eles, engrossando o caudal de insanidades, incompatíveis com os avanços já obtidos. É preciso, hoje, dar ao tempo o tempo que nós próprios, ontem, desperdiçamos.
 
A Questão das Biografias
Eugenio Lara - Editor do PENSE - Pensamento Social Espírita [www.viasantos.com/pense], membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc) e autor do livro Breve Ensaio Sobre o Humanismo Espírita. E-mail: eugenlara@hotmail.com/.
A polêmica acerca da regulamentação para publicação de biografias autorizadas e não-autorizadas vem se arrastando há anos no Brasil e a cada dia ganha novas nuances. Trata-se de uma questão que interessa diretamente aos espíritas porque, desde que o Espiritismo foi fundado, é tradição no meio espírita a produção de biografias.
O escritor francês Henri Sausse (1851-1928), primeiro biógrafo do pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido como Allan Kardec, foi um dos pioneiros.
De lá para cá, mais e mais biografias vem sendo publicadas. No Brasil, pode-se dizer que possuímos uma tradição espírita no campo biográfico. Carlos Imbassahy, Sylvio de Britto Soares, Antonio de Sousa Lucena, Paulo Alves Godoy, Herculano Pires, Eduardo Carvalho Monteiro, Jorge Rizzini, Zeus Wantuil etc. etc. e tantos outros nos dias atuais, contribuíram e contribuem para a construção de uma cultura espírita biográfica no Brasil. Os franceses Gaston Luce e André Moreil se destacam nesse campo, assim como Jon Aizpúrua, na Venezuela e Humberto Mariotti, na Argentina. O jornalista Marcel Souto Maior, que não é espírita, vem também se sobressaindo nesse gênero, pela publicação das excelentes biografias de Allan Kardec e Chico Xavier.
A biografia é um gênero literário que vem ganhando espaço graças à cultura do espetáculo, do culto às celebridades. O volume de biografias escritas nas últimas décadas é incalculável. Nunca houve tantos ghost-writers, nunca se produziu tanta biografia, ainda considerada gênero menor pelos críticos literários e desprezada por historiadores, que a veem mais como literatura do que como fonte histórica fidedigna.
Graças aos jornalistas e à qualidade de suas pesquisas, a biografia hoje vem conquistando no Brasil seu lugar merecido, que lhe concede o status de obra maior, equiparada a outras formas consagradas da Literatura e a estudos sérios na área da História e da Comunicação.
Esse rico processo criativo pode ser interrompido, jogando assim o gênero biográfico para as calendas, se não for aprovado o Projeto de Lei 393/11, em trâmite na Câmara, que define a plena liberdade de expressão para elaboração e publicação de biografias, sem autorização prévia, sejam de qual natureza for.
Por incrível que pareça, artistas célebres e consagrados que sempre lutaram pela liberdade (“é proibido proibir”, “a imaginação no poder”), pelos direitos civis, agora se voltam contra esses mesmos ideais, em nome da preservação absoluta da privacidade, como se fossem seres especiais, acima do bem e do mal. Apegam-se ao prolixo e aberrante artigo 20 do Código Civil, que prevê censura prévia a biografias ofensivas à honra e privacidade do biografado, um dos muitos legados perniciosos do governo Fernando Henrique Cardoso, que sancionou essa lei esdrúxula em 10 de janeiro de 2002. Tal lei contraria frontalmente o artigo 5, alínea IX da Constituição Federal de 1988, que prevê plena liberdade de expressão: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Chico Buarque, Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Jorge Mautner se uniram a Roberto Carlos no Grupo Procure Saber, liderado pela empresária e promoter Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano, para defender direitos autorais e combater a publicação de biografias não-autorizadas. O grupo rachou, não resistiu à pressão da imprensa e das redes sociais. Roberto se retirou. Erasmo saiu como entrou, mais na onda do amigo e Chico Buarque, permanece em cima do muro. Jorge Mautner e Djavan, sem se preocupar tanto assim com a privacidade, desejam mesmo é que o biografado receba uma polpuda porcentagem da venda de biografias.
Se de um lado esse episódio patético demonstra que nossos ídolos são apenas pessoas e que têm todo o direito de assumir posicionamentos mesquinhos e medíocres, por outro lado, traz à tona a questão da liberdade de expressão, condição maior da liberdade de pensamento e de consciência.
No Espiritismo, liberdade de pensamento é ingrediente imprescindível ao progresso intelecto-moral, sem o qual, permaneceríamos indefinidamente no reino da barbárie. Todo e qualquer obstáculo à liberdade de expressão, de consciência, é um golpe contra a cultura, o conhecimento e liberdades civis, é falta de caridade e de tolerância. Segundo a Filosofia Espírita “a liberdade de consciência é uma das características da verdadeira civilização e do progresso”. (Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, q. 837).
Qualquer obstáculo à liberdade de expressão, ao progresso, deve ser repelido e, portanto, os espíritas devem se somar a essa luta e apoiar, individualmente ou através de suas instituições, esse Projeto de Lei, que define critérios claros para a publicação de biografias, evitando a censura prévia e garantindo assim a liberdade de expressão.

Reinício das Atividades do CCEPA
Na tarde do dia 12 de março, reiniciam as atividades dos Grupos de Estudos Doutrinários que se reúnem às quartas-feiras à tarde (15 horas) para estudos regulares de Doutrina Espírita, na sede do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre. As atividades estiveram suspensas no período de férias de verão de janeiro e fevereiro.
 Também, a partir deste mês de março, voltam à plena atividade as reuniões das sextas-feiras, às 15h, tendo por objeto o estudo analítico de O Livro dos Espíritos, examinado e debatido questão por questão, sempre num enfoque atualizado e livre-pensador. Este grupo é aberto também a visitantes.
A partir de abril, retornará programação de palestras públicas, uma vez por mês, nas quartas-feiras, no horário dos grupos de estudos.
Educação, Espiritualidade e Transformação Social
 A Associação Brasileira de Pedagogia Espírita (ABPE) está convidando para o  2º Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade e o 5º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita, eventos que terão lugar de 17 a 20 de abril, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
O tema central é “Educação, Espiritualidade e Transformação Social”, contando com a presença de expositores nacionais e internacionais.
A abertura será a peça “Gandhi, um líder servidor” com João Signorelli, sendo, a seguir debatidos temas como “Espiritualidade e Educação para a Paz”, “Espiritualidade e Educação na Universidade”, “Pensamento Social Espírita”, assim como se analisará a contribuição das ideias de educadores e filósofos como Rousseau, Pestalozzi, Comenius, Paulo Freire, Rudolf Steiner e outros luminares do pensamento sobre o tema.
Para a pedagoga Dora Incontri, da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, que está à frente da realização desse importante evento, “o resgate da espiritualidade na Educação deve ser pensado no contexto da sociedade contemporânea, com suas injustiças, intolerâncias e exclusões, de que a escola tradicional faz parte com seu sistema formatador de consciências”. Segundo Dora, “não podemos aderir a uma suposta espiritualidade que favoreça a alienação dos prementes problemas sociais que assolam o planeta e se encaminhe pelo obscurantismo fanático e intolerante”. Assim, o evento de abril, no Centro de Convenções Rebouças, estará em busca de respostas a esta fundamental indagação:
Como fazer uma educação que contemple o ser em sua integralidade, proporcionando-lhe ao mesmo tempo a oportunidade de transcendência e a ação transformadora do mundo?
          Para mais informações: Telefone (11) 2537 8973, ou pelo e-mail: congresso@pampedia.com.br/ ou, ainda, através do site: www.educacaoespiritualidade.com/






O médium católico
Sobre o médium Pedro Siqueira (coluna Opinião em Tópicos da última edição), já o vi em entrevistas ou palestras, não lembro bem, mas ele é fantástico! A mediunidade vem com cada um desde que nascemos. Em uns mais desenvolvida que em outros. O importante é saber direcioná-la para o bem de todos e de si próprio. Por isso que se diz que mediunidade não tem religião.
Araci Silva – Santa Catarina (comentário em www.espiritbook.com.br , onde a coluna foi reproduzida).
  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

OPINIÃO - ANO XX - Nº 215 - JAN/FEV 2014



2014 – Ano do Fórum no CCEPA
Abertas inscrições para o
VI Fórum do Livre Pensar Espírita
         
Desafios
Para o Centro Cultural Espírita de Porto Alegre – CCEPA – o ano de 2014 começa com um importante desafio: organizar o VI Fórum do Livre-Pensar Espírita, evento oficial da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana, que acontecerá de 5 a 7 de setembro, com a temática central: “O Espiritismo e os desafios do Século XXI”.
A decisão tomada após reunião do presidente da CEPABrasil, Homero Ward da Rosa, com os dirigentes do CCEPA, envolverá, segundo o presidente da tradicional casa espírita porto-alegrense, Milton Medran Moreira, a participação de todos os colaboradores da instituição, sob a coordenação de Salomão J. Benchaya, que presidirá a Comissão Organizadora. “A temática nos é particularmente grata” – disse Medran ao assumir seu segundo mandato como presidente do CCEPA (veja no noticiário da pag.3), - “porque nesta Casa e no segmento espírita a que estamos vinculados, o espiritismo prioriza a constante adequação aos desafios de um mundo em transformação, mediante o diálogo com todas as áreas do pensamento e oferecendo ao debate sua visão humanista/espiritualista”.
Temas contemporâneos
A Comissão Organizadora do VI Fórum do Livre-Pensar Espírita já está elaborando a programação, a partir da disponibilidade de pensadores espíritas comprometidos com a temática central do evento. Temas de diferentes áreas do conhecimento deverão ser abordados por especialistas, em conferências e mesas redondas, em formato que permita a ativa participação do auditório. Os principais desafios da contemporaneidade devem ser enfocados a partir da visão filosófica e social do espiritismo, numa perspectiva progressista e livre-pensadora.
Vagas limitadas
Os Fóruns do Livre-Pensar promovidos pela CEPABrasil, diferentemente dos Encontros Nacionais, têm caráter regional. Assim mesmo, são inteiramente abertos a interessados de todo o Brasil e mesmo do Exterior, especialmente aos Dirigentes, Delegados e Amigos da CEPA. Todos serão bem-vindos.
 O VI Fórum será realizado no auditório do CCEPA, com capacidade para aproximadamente 100 pessoas. As vagas serão, assim, limitadas ao espaço físico da Casa. As inscrições já estão abertas ao valor de 30 reais, até o próximo 31/5. A partir daí, se ainda existirem vagas, a inscrição passará para 40 reais, até 31/7. Depois dessa data, vagas eventualmente subsistentes terão o valor de 50 reais. Inclusive os expositores terão de fazer sua inscrição. Para garantir sua vaga, faça já sua inscrição, via Internet, em http://cepabrasil.org.br/index.php/eventos/item/84-vi-forum-inscricao.
 
O discurso e a prática
Se eu aliviar a dor de uns poucos, toda a raça humana se sentirá melhor. Isto é o que eu posso fazer, e representa mais do que discursos de paz. Albert Schweitzer
A passagem, no ano que acaba de entrar, do 50º aniversário do golpe militar de 1964, enseja algumas reflexões sobre os tantos períodos históricos que se sucederam desde então.
Anos de chumbo com graves violações aos direitos humanos. A corajosa rebeldia de alguns. O lento processo de redemocratização. A anistia. Eleições. Uma nova Carta Magna. Após esta, e na sua esteira, a conquista de modernos estatutos legais. Pouco a pouco, consolidaram-se, no plano legal, avanços significativos como os de proteção às crianças, às mulheres, aos idosos, aos consumidores, às minorias sexuais e aos segmentos étnicos marginalizados. Estatutos legais que, mais do que criar direitos, implantaram uma cultura nova, removendo do seio da sociedade, conceitos e práticas arrogantes e discriminatórios, antes enraizados na alma coletiva do povo e, inconscientemente, aceitos por segmentos prejudicados. A lei tem também essa função, a de modificar hábitos. Veja-se, a propósito, o que está acontecendo, agora mesmo, com o processo de conscientização social acerca da relação entre ingestão de bebidas alcoólicas e direção de veículo automotor. Exemplo patente de que a lei pode modificar conceitos culturais e práticas por tanto tempo toleradas e até estimuladas.
Legislações mais justas, mais consentâneas com a lei natural – aquela que “está gravada na consciência” e indica “o que devemos fazer ou deixar de fazer”, segundo O Livro dos Espíritos – são indicativos da Lei do Progresso e atestam o aprimoramento moral de um povo.
Mas a lei não basta. Às vezes, ela não passa de mera formalização do discurso, expressão demagógica de legisladores ou de governantes oportunistas e populistas. A lei só será inteiramente eficaz quando, mais do que iniciativa do legislador sancionada pelo administrador, represente desejo íntimo de cumprimento de seus destinatários. Aí ela passará a ser efetivo comando moral que independerá de coercitividade e prescindirá de efeito punitivo. Direito e moral, nesse estágio, se irmanam e se harmonizam. Tornam-se sinônimos.
Mesmo reconhecendo-se os avanços sociais e políticos das últimas décadas, nossas práticas – as dos governantes e governados – ainda giram muito mais em torno do discurso do que da efetiva ação. O bem, aquele realmente desinteressado e inspirado no amor sincero ao próximo e à coletividade como um todo, ainda está a pedir passagem, mesmo no seio de povos ditos civilizados e protegidos por sistemas democráticos, teoricamente direcionados ao bem comum.
 Um dia, cansados do discurso vazio e pouco produtivo, lhe daremos guarida como instrumento e meta do verdadeiro progresso. É a lei. 
A lei só será eficaz quando represente o desejo íntimo de seus destinatários.


O médium católico
Muitos espíritas me escreveram, entusiasmados, convidando-me a assistir à entrevista da comunicadora Marília Gabriela com o jovem médium carioca Pedro Siqueira. O Brasil está “assim” de médiuns! A maioria deles se qualifica como espíritas ou umbandistas. Mas, Siqueira faz questão de marcar sua identidade católica, apostólica romana. Pelo que pude ver do vídeo no Youtube - http://youtu.be/oUNvKH5Waws -, ele faz jus a todos esses adjetivos que autenticam a fidelidade à Igreja Romana. Diferentemente da maioria dos sedizentes católicos, ele pode rezar o “Creio em Deus Pai” com total coerência. Crê na Santíssima Trindade, na fecundação de Maria, sempre virgem, pelo Espírito Santo, na ressurreição da carne, no juízo final, na vida eterna (no céu ou no inferno), amém. Crê, sobretudo, na “comunhão dos santos”, uma coisa meio parecida com mediunidade, assim denominada no vocabulário romano.
Anjos, santos e demônios
Entretanto, apesar de suas crenças, tão fortes (na entrevista, diz que sua mulher ainda tem mais fé do que ele), Pedro Siqueira é, genuinamente, o que nós podemos chamar de um médium. Afinal, ninguém tem culpa por nascer com essa faculdade.   Quando ela aparece na vida de alguém, com a intensidade como ocorreu ao Pedro, não dá para segurar. Na vida dele o fenômeno eclodiu desde muito criancinha. Um “anjo da guarda” com ele brincava e o afastava, com conselhos e ações físicas, de todos os perigos. Santos lhe apareciam e lhe aparecem a todo momento. Maria Santíssima também. E tem horas que demônios o atormentam.
Se Pedro tivesse nascido numa família laica, ou espírita, ou umbandista, sua mediunidade teria sido tratada de forma diferente. A família procuraria um psicólogo que o ajudaria a administrar o fenômeno, ou o levaria a um centro espírita, a um terreiro, para desenvolver a faculdade.
O natural e o sobrenatural
Acontece que o entrevistado de Marília Gabriela nasceu em um lar católico. Aprendeu a rezar o terço desde pequeno. Daquele jeito tradicional, mesmo. Dez ave-marias, um Glória ao Pai, mais dez ave-marias, e, assim por diante. A oração, a gente sabe, predispõe o médium à comunicação com outras dimensões.  E como a casa do Pai tem muitas moradas, é natural que quem reza numa Igreja tenha percepções e vivências compatíveis com suas crenças. Um espírito protetor será um querubim ou um serafim. Uma mulher de pele alva e véu na cabeça só pode ser a mãe de Jesus. Espíritos – isso que, para nós nada mais é do que gente, vivendo, agora, em outras dimensões – passam a ser santos, anjos ou demônios. O contato com eles se revestirá da sobrenaturalidade na qual a religião aprisionou um dos fenômenos mais naturais da vida: a comunicação entre seres que se afinizam ou que têm questões a serem compartilhadas ou dirimidas.
Fé e mediunidade
Confesso que a mim não entusiasmou muito a revelação de um fenômeno genuinamente mediúnico num ambiente católico. Eles sempre ocorreram e nunca foram capazes de mudar as concepções retrógradas da teologia frente à vida. O mais das vezes só serviram para aprofundar as divergências entre religião e espiritismo, entre fé e razão. A fé não contribui para a administração natural do fenômeno da mediunidade. Sacralizando-a e sobrenaturalizando-a, os sistemas de crença terminam por descaracterizá-la. Fé e mediunidade, decididamente, não se compatibilizam.


2014 – Ano do Centenário de Herculano
O ano que começa assinala o centenário de nascimento de José Herculano Pires, um dos mais fecundos pensadores da história do espiritismo. Para marcar o início do Ano de Herculano, CCEPA Opinião publica uma pequena biografia e uma crônica, escritas por Wilson Garcia, escritor e jornalista, conhecedor profundo da obra do poeta, filósofo e escritor “que se foi” naquele 9 de março de 1979, mas “nunca partiu”.
J. Herculano Pires
WGarcia - Recife, PE
Herculano Pires, assim mais conhecido, era paulista. Paulistano, não. Nascido em Avaré, mas filho de muitos passados, numa semelhança interessante com Allan Kardec, sem nenhuma outra sugestão que não seja a mera semelhança.
E como Kardec, nasceu duas vezes numa só existência. A primeira tem data: 25 de setembro de 1914; a segunda está registrada na maternidade do mundo: foi quando conheceu a filosofia espírita. Deu-se a ela, como Kardec no-la deu. Este a construiu, aquele a explicou.
Kardec nasceu com O Livro dos Espíritos e viveu quase quinze anos totalmente voltado à obra. Herculano, nascido das entranhas do Espiritismo já um pouco caboclo, viveu quase cinquenta anos tentando compreendê-lo para explicá-lo. Mas precisou mais; em momentos cruciais, desceu da cátedra para defendê-lo sob a consciência do compromisso com o colo materno.
Bastaram quinze anos a Kardec para deixar uma obra que subverte culturas, ideologias, valores. A Herculano, cinquenta anos não foram suficientes para explicar essa obra, mas bastaram para deixá-la conceitualmente muito, muito mais clara. Ambos partiram de repente, próximos de completarem sessenta e cinco anos de idade.
Herculano casou-se no plano material com Dona Virgínia Ferraz, mas tinha certeza que nascera comprometido com a esposa de um outro momento cósmico. Com o apoio e o olhar cioso dela, construiu uma obra que não se limitou ao campo doutrinário, porque se espargiu para além dos horizontes e levou a que mentalidades outras, abertas e surpreendidas como Mário Graciotti, perguntassem: “De que distância, de que regiões, de que épocas virá esse espírito, que se instalou na engrenagem somática de um dos mais curiosos fenômenos intelectuais do Brasil nascente, o poeta, o jornalista, o escritor, filósofo Herculano Pires?”
Partiu em nove de março de mil novecentos e setenta e nove, assim, súbito, como um raio que corta o espaço e se funde com os astros.
Crônica do centenário
WGarcia - Recife, PE
Nós precisamos, é bom reconhecer. Nós precisamos de pessoas com lucidez. Não apenas lucidez, mas lucidez maior que nossa própria. Nós precisamos de homens que sejam capazes de descortinar horizontes, aqueles mesmos horizontes que não alcançamos apesar dos esforços, dos anseios, dos desejos.
Nós precisamos da autoridade, também é bom reconhecer. Nós precisamos da autoridade natural, que naturalmente se coloca e naturalmente se faz reconhecer. Nós precisamos de homens capazes de liderar com o pleno conhecimento da liberdade que permeia a experiência humana num planeta repleto de conflitos.
Nós precisamos, nunca será demais reconhecer. Nós precisamos de pessoas de bom-senso. Não apenas de bom-senso, mas daquele bom-senso que nos toca de imediato e nos leva a refletir se o nosso bom-senso é bom. Nós precisamos de homens que saibam tocar no fio de Ariadne e segui-lo, medida por medida, até o portal do saber.
Nós precisamos da coragem, indiscutivelmente. Nós precisamos da coragem que nos conduza ao rompimento dos diques erguidos pela mentira. Nós precisamos de homens corajosos que possam demonstrar a força que nos falta e lhes sobra na condução da jornada de libertação de mentes e corações ansiosos pela vitória.
Nós precisamos dos sonhos. Nós precisamos de pessoas que sonhem o nosso sonho, o sonho que nos alimenta as noites bem dormidas e os dias descortinados. Nós precisamos de homens que reconhecem o valor da esperança na formação do espírito que caminha sobre as águas de um mundo já bastante líquido.
Nós...
Nós precisamos do Herculano Pires que se foi e nunca partiu. Nós precisamos daquele homem que flutua nas páginas impressas de brochuras e encadernações, que escorre num farfalhar sereno sobre pedras e leitos arenosos, a nos indicar o ponto de luz que além ilumina e aquece o ser inquieto, multiexistencial, em experiências contínuas.
Nós (finalmente?) precisamos da certeza. Não da quase certeza suspensa no arame do equilibrista, ameaçada, tensa. Nós precisamos da certeza do ser imortal que sussurra como leve sopro nos ouvidos do homem a comunicar-lhe boas novas, novas e boas certezas sem negar a sua assinatura.
Nós precisamos, e como, de Herculano Pires.

Medran e Eloá reeleitos no CCEPA
Reeleitos em Assembleia Geral ordinária, realizada no último mês de dezembro, Milton Rubens Medran Moreira e Eloá Popoviche Bittencourt assumiram, dia 2 de janeiro, seu segundo mandato como presidente e vice, respectivamente, do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
Ao iniciar a nova gestão, Medran concitou seus companheiros de Diretoria Administrativa a seguirem escrevendo, com a mesma disposição e com o mesmo entusiasmo, a história progressista e sempre pioneira da antiga Sociedade Espírita Luz e Caridade que, hoje, sob a denominação de Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, se constitui numa referência mundial do espiritismo progressista e livre-pensador, inspirado em Kardec. O presidente reeleito lembrou do compromisso assumido pelo CCEPA para sediar, em setembro próximo, o VI Fórum do Livre-Pensar Espírita, evento que exigirá o concurso de todos os colaboradores da instituição e reafirmará os ideais humanistas e progressistas do segmento a que o CCEPA está vinculado.
Todos os titulares da anterior Direção seguirão nos mesmos postos na Diretoria Administrativa do biênio 2014/2015 que ficou assim constituída:
Presidente: Milton Rubens Medran Moreira; Vice-presidente: Eloá Popoviche Bittencourt; Secretário: Rui Paulo Nazário de Oliveira; Tesoureira: Marta Samá; Departamento de Estudos Espíritas e Eventos Culturais: Salomão Jacob Benchaya; Departamento Social: Sílvia Pinto Moreira. Biblioteca e Livraria: Tereza Samá. Departamento de Ação Social: Leda Beier. Com a assessoria especial de Maurice Herbert Jones, o presidente Medran acumula o Departamento de Comunicação Social, responsável pelo jornal CCEPA Opinião.
O Conselho Fiscal, também eleito pela Assembleia Geral, está constituído pelos seguintes associados do CCEPA: Magnólia da Rosa, Maurice Herbert Jones  e  Ana Heloides de Oliveira Cony. Suplentes Ubirajara Fauth Xavier e Victor Emannuel Christofari.
Intercâmbio CCEPA/Amor e Caridade, de Osório-RS
Jerri Almeida e Milton Medran
No último dia 9 de dezembro, o presidente do CCEPA, Milton Medran, esteve na cidade de Osório/RS, onde, a convite de Jerri Almeida, presidente da tradicional Sociedade Espírita Amor e Caridade, proferiu palestra sobre o tema “Perda de Entes Queridos”, a partir dos conceitos filosóficos espíritas acerca da vida, da morte, do mundo espiritual e da reencarnação. A palestra do presidente do CCEPA encerrou as atividades comemorativas do 50º aniversário daquela instituição espírita da região litorânea gaúcha.
O professor Jerri, estudioso de aspectos filosóficos do espiritismo (mantém na Internet o blog http://www.jerrialmeida.blogspot.com.br/, com a temática “Diálogos Filosóficos), tem sido, igualmente, convidado, frequentemente, para proferir palestras no CCEPA. É desejo de ambas as instituições aprofundar o intercâmbio de atividades. Oportunamente, Salomão Jacob Benchaya também deverá falar naquela casa espírita osoriense.
 No próximo dia 28 de março, a S.E. Amor e Caridade irá promover um Seminário  para discutir com seus colaboradores “O Estudo do Espiritismo no Cenário Contemporâneo”. No evento, será abordada também a história do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – ESDE -. Na oportunidade, Aureci Figueiredo Martins que, por ocasião do lançamento da Campanha do Estudo Sistematizado, na FERGS, gestões de Maurice Herbert Jones, e Salomão Benchaya, integrava o grupo diretivo da Federativa gaúcha onde nasceu a Campanha, falará sobre as origens e desenvolvimento do ESDE. Também será expositor do Seminário o escritor espírita Vinícius Lousada.
As atividades da S. E. Amor e Caridade podem ser acompanhadas no site http://seacosorio.wordpress.com/ ou https://www.facebook.com/pages/Sociedade-Esp%C3%ADrita-Amor-e-Caridade/538185329549077


Opinião e Verdade
Meus parabéns pelo editorial "Opinião e Verdade". Para os membros do Conselho
Editorial do jornal Opinião quero manifestar que muito apreciei sua serena superioridade. Abraços.
Roberto Rufo - ICKS/Santos.
Jesus mitológico o e Jesus histórico. 
Milton, quiero pedirte un favor: he leído el artículo de Daniel Torres sobre Jesús, y me gustaría publicarlo en el próximo boletín de AIPE, ¿me podrías enviar el original en castellano?
Por cierto, me gusta mucho leer Opinião, por tus artículos, pero por sobre todo por la visión subjetiva que acompaña el análisis de cada concepto vertido.
Nieves Granero – Valencia – Espanha.
Fundamentals of  Spiritism
Feliz año nuevo! Estoy muy contenta de que el maravilloso libro de Jon Aizpúrua “Los Fundamentos Del Espiritismo” está ahora disponible para leer em inglês.
Con amor fraternal a todos,
Yvonne Crespo Limoges -Spiritist Society of Florida -St. Petersburg, U.S.A.
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