UNA ACLARACIÓN MUY OPORTUNA

Ponemos en el conocimiento de nuestros amables lectores que todo el material que ofrecemos como posts en este blog ha sido extraído de la obra LOS FUNDAMENTOS DEL ESPIRITISMO, previa autorización de su autor nuestro distinguido amigo Prof. Jon Aizpurua.

No nos atreveríamos a divulgar este precioso e invaluable material doctrinario y de divulgación de la cultura espírita si no tuviésemos de antemano la autorización expresa de su autor, de lo contario incurriríamos en el plagio, actitud que nos despierta repugancia tan sólo con mencionar el término.

Hemos escogido esta obra, LOS FUNDAMENTOS DEL
ESPIRITISMO, porque estamos seguros que ella constituye la exposición más actualizada de los postulados doctrinarios expresados por el Codificador Allan Kardec, enmarcados en nuevo contexto paradigamático; el vigente en estos tiempos que corren.

En LOS FUNDAMENTOS DEL ESPIRITISMO el autor reinvidica el verdadero carácter de la Doctrina Espírita, como un sistema de pensamiento laico, racionalista, e iconoclasta, alejado de todo misticismo religioso, tal como fue codificada la Doctrina por el Maestro Allan Kardec en el siglo diecinueve.

Esta obra es eminentemente didáctica, porque está escrita en un estilo ágil y ameno, sin que por ello pierda consistencia en su brillante exposición de ideas, llegando a toda clase de público lector, desde el estudioso del Espiritismo hasta aquellas personas que se encuentran en la búsqueda de una filosofía racional que les ayude a pensar al mundo y a sí mismos.

René Dayre Abella
Nos adherimos a los postulados doctrinarios sustentados por la Confederación Espiritista Panamericana, que muestran a la Doctrina Espírita como un sistema de pensamiento filosófico laico, racionalista e iconoclasta. Alejado de todo misticismo religioso. Apoyamos la Carta de Puerto Rico, emanada del XIX Congreso de la CEPA en el pasado año 2008.

sábado, 15 de febrero de 2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

OPINIÃO - ANO XX - Nº 215 - JAN/FEV 2014



2014 – Ano do Fórum no CCEPA

Abertas inscrições para o
VI Fórum do Livre Pensar Espírita
         
Desafios
Para o Centro Cultural Espírita de Porto Alegre – CCEPA – o ano de 2014 começa com um importante desafio: organizar oVI Fórum do Livre-Pensar Espírita, evento oficial da Associação Brasileira de Delegados e Amigos da Confederação Espírita Pan-Americana, que acontecerá de 5 a 7 de setembro, com a temática central: “O Espiritismo e os desafios do Século XXI”.
A decisão tomada após reunião do presidente da CEPABrasil, Homero Ward da Rosa, com os dirigentes do CCEPA, envolverá, segundo o presidente da tradicional casa espírita porto-alegrense, Milton Medran Moreira, a participação de todos os colaboradores da instituição, sob a coordenação de Salomão J. Benchaya, que presidirá a Comissão Organizadora. “A temática nos é particularmente grata” – disse Medran ao assumir seu segundo mandato como presidente do CCEPA (veja no noticiário da pag.3), - “porque nesta Casa e no segmento espírita a que estamos vinculados, o espiritismo prioriza a constante adequação aos desafios de um mundo em transformação, mediante o diálogo com todas as áreas do pensamento e oferecendo ao debate sua visão humanista/espiritualista”.

Temas contemporâneos
A Comissão Organizadora do VI Fórum do Livre-Pensar Espírita já está elaborando a programação, a partir da disponibilidade de pensadores espíritas comprometidos com a temática central do evento. Temas de diferentes áreas do conhecimento deverão ser abordados por especialistas, em conferências e mesas redondas, em formato que permita a ativa participação do auditório. Os principais desafios da contemporaneidade devem ser enfocados a partir da visão filosófica e social do espiritismo, numa perspectiva progressista e livre-pensadora.

Vagas limitadas
Os Fóruns do Livre-Pensar promovidos pela CEPABrasil, diferentemente dos Encontros Nacionais, têm caráter regional. Assim mesmo, são inteiramente abertos a interessados de todo o Brasil e mesmo do Exterior, especialmente aos Dirigentes, Delegados e Amigos da CEPA. Todos serão bem-vindos.
 O VI Fórum será realizado no auditório do CCEPA, com capacidade para aproximadamente 100 pessoas. As vagas serão, assim, limitadas ao espaço físico da Casa. As inscrições já estão abertas ao valor de 30 reais, até o próximo 31/5. A partir daí, se ainda existirem vagas, a inscrição passará para 40 reais, até 31/7. Depois dessa data, vagas eventualmente subsistentes terão o valor de 50 reais. Inclusive os expositores terão de fazer sua inscrição. Para garantir sua vaga, faça já sua inscrição, via Internet, em http://cepabrasil.org.br/index.php/eventos/item/84-vi-forum-inscricao.
 




O discurso e a prática
Se eu aliviar a dor de uns poucos, toda a raça humana se sentirá melhor. Isto é o que eu posso fazer, e representa mais do que discursos de paz. Albert Schweitzer

A passagem, no ano que acaba de entrar, do 50º aniversário do golpe militar de 1964, enseja algumas reflexões sobre os tantos períodos históricos que se sucederam desde então.
Anos de chumbo com graves violações aos direitos humanos. A corajosa rebeldia de alguns. O lento processo de redemocratização. A anistia. Eleições. Uma nova Carta Magna. Após esta, e na sua esteira, a conquista de modernos estatutos legais. Pouco a pouco, consolidaram-se, no plano legal, avanços significativos como os de proteção às crianças, às mulheres, aos idosos, aos consumidores, às minorias sexuais e aos segmentos étnicos marginalizados. Estatutos legais que, mais do que criar direitos, implantaram uma cultura nova, removendo do seio da sociedade, conceitos e práticas arrogantes e discriminatórios, antes enraizados na alma coletiva do povo e, inconscientemente, aceitos por segmentos prejudicados. A lei tem também essa função, a de modificar hábitos. Veja-se, a propósito, o que está acontecendo, agora mesmo, com o processo de conscientização social acerca da relação entre ingestão de bebidas alcoólicas e direção de veículo automotor. Exemplo patente de que a lei pode modificar conceitos culturais e práticas por tanto tempo toleradas e até estimuladas.
Legislações mais justas, mais consentâneas com a lei natural – aquela que “está gravada na consciência” e indica “o que devemos fazer ou deixar de fazer”, segundo O Livro dos Espíritos – são indicativos da Lei do Progresso e atestam o aprimoramento moral de um povo.
Mas a lei não basta. Às vezes, ela não passa de mera formalização do discurso, expressão demagógica de legisladores ou de governantes oportunistas e populistas. A lei só será inteiramente eficaz quando, mais do que iniciativa do legislador sancionada pelo administrador, represente desejo íntimo de cumprimento de seus destinatários. Aí ela passará a ser efetivo comando moral que independerá de coercitividade e prescindirá de efeito punitivo. Direito e moral, nesse estágio, se irmanam e se harmonizam. Tornam-se sinônimos.
Mesmo reconhecendo-se os avanços sociais e políticos das últimas décadas, nossas práticas – as dos governantes e governados – ainda giram muito mais em torno do discurso do que da efetiva ação. O bem, aquele realmente desinteressado e inspirado no amor sincero ao próximo e à coletividade como um todo, ainda está a pedir passagem, mesmo no seio de povos ditos civilizados e protegidos por sistemas democráticos, teoricamente direcionados ao bem comum.
 Um dia, cansados do discurso vazio e pouco produtivo, lhe daremos guarida como instrumento e meta do verdadeiro progresso. É a lei. 
A lei só será eficaz quando represente o desejo íntimo de seus destinatários.







O médium católico
Muitos espíritas me escreveram, entusiasmados, convidando-me a assistir à entrevista da comunicadora Marília Gabriela com o jovem médium carioca Pedro Siqueira. O Brasil está “assim” de médiuns! A maioria deles se qualifica como espíritas ou umbandistas. Mas, Siqueira faz questão de marcar sua identidade católica, apostólica romana. Pelo que pude ver do vídeo no Youtube - http://youtu.be/oUNvKH5Waws -, ele faz jus a todos esses adjetivos que autenticam a fidelidade à Igreja Romana. Diferentemente da maioria dos sedizentes católicos, ele pode rezar o “Creio em Deus Pai” com total coerência. Crê na Santíssima Trindade, na fecundação de Maria, sempre virgem, pelo Espírito Santo, na ressurreição da carne, no juízo final, na vida eterna (no céu ou no inferno), amém. Crê, sobretudo, na “comunhão dos santos”, uma coisa meio parecida com mediunidade, assim denominada no vocabulário romano.

Anjos, santos e demônios
Entretanto, apesar de suas crenças, tão fortes (na entrevista, diz que sua mulher ainda tem mais fé do que ele), Pedro Siqueira é, genuinamente, o que nós podemos chamar de um médium. Afinal, ninguém tem culpa por nascer com essa faculdade.   Quando ela aparece na vida de alguém, com a intensidade como ocorreu ao Pedro, não dá para segurar. Na vida dele o fenômeno eclodiu desde muito criancinha. Um “anjo da guarda” com ele brincava e o afastava, com conselhos e ações físicas, de todos os perigos. Santos lhe apareciam e lhe aparecem a todo momento. Maria Santíssima também. E tem horas que demônios o atormentam.
Se Pedro tivesse nascido numa família laica, ou espírita, ou umbandista, sua mediunidade teria sido tratada de forma diferente. A família procuraria um psicólogo que o ajudaria a administrar o fenômeno, ou o levaria a um centro espírita, a um terreiro, para desenvolver a faculdade.

O natural e o sobrenatural
Acontece que o entrevistado de Marília Gabriela nasceu em um lar católico. Aprendeu a rezar o terço desde pequeno. Daquele jeito tradicional, mesmo. Dez ave-marias, um Glória ao Pai, mais dez ave-marias, e, assim por diante. A oração, a gente sabe, predispõe o médium à comunicação com outras dimensões.  E como a casa do Pai tem muitas moradas, é natural que quem reza numa Igreja tenha percepções e vivências compatíveis com suas crenças. Um espírito protetor será um querubim ou um serafim. Uma mulher de pele alva e véu na cabeça só pode ser a mãe de Jesus. Espíritos – isso que, para nós nada mais é do que gente, vivendo, agora, em outras dimensões – passam a ser santos, anjos ou demônios. O contato com eles se revestirá da sobrenaturalidade na qual a religião aprisionou um dos fenômenos mais naturais da vida: a comunicação entre seres que se afinizam ou que têm questões a serem compartilhadas ou dirimidas.

Fé e mediunidade
Confesso que a mim não entusiasmou muito a revelação de um fenômeno genuinamente mediúnico num ambiente católico. Eles sempre ocorreram e nunca foram capazes de mudar as concepções retrógradas da teologia frente à vida. O mais das vezes só serviram para aprofundar as divergências entre religião e espiritismo, entre fé e razão. A fé não contribui para a administração natural do fenômeno da mediunidade. Sacralizando-a e sobrenaturalizando-a, os sistemas de crença terminam por descaracterizá-la. Fé e mediunidade, decididamente, não se compatibilizam.






2014 – Ano do Centenário de Herculano
O ano que começa assinala o centenário de nascimento de José Herculano Pires, um dos mais fecundos pensadores da história do espiritismo. Para marcar o início do Ano de Herculano,CCEPA Opinião publica uma pequena biografia e uma crônica, escritas por Wilson Garcia, escritor e jornalista, conhecedor profundo da obra do poeta, filósofo e escritor “que se foi” naquele 9 de março de 1979, mas “nunca partiu”.


J. Herculano Pires
WGarcia - Recife, PE

Herculano Pires, assim mais conhecido, era paulista. Paulistano, não. Nascido em Avaré, mas filho de muitos passados, numa semelhança interessante com Allan Kardec, sem nenhuma outra sugestão que não seja a mera semelhança.
E como Kardec, nasceu duas vezes numa só existência. A primeira tem data: 25 de setembro de 1914; a segunda está registrada na maternidade do mundo: foi quando conheceu a filosofia espírita. Deu-se a ela, como Kardec no-la deu. Este a construiu, aquele a explicou.
Kardec nasceu com O Livro dos Espíritos e viveu quase quinze anos totalmente voltado à obra. Herculano, nascido das entranhas do Espiritismo já um pouco caboclo, viveu quase cinquenta anos tentando compreendê-lo para explicá-lo. Mas precisou mais; em momentos cruciais, desceu da cátedra para defendê-lo sob a consciência do compromisso com o colo materno.
Bastaram quinze anos a Kardec para deixar uma obra que subverte culturas, ideologias, valores. A Herculano, cinquenta anos não foram suficientes para explicar essa obra, mas bastaram para deixá-la conceitualmente muito, muito mais clara. Ambos partiram de repente, próximos de completarem sessenta e cinco anos de idade.
Herculano casou-se no plano material com Dona Virgínia Ferraz, mas tinha certeza que nascera comprometido com a esposa de um outro momento cósmico. Com o apoio e o olhar cioso dela, construiu uma obra que não se limitou ao campo doutrinário, porque se espargiu para além dos horizontes e levou a que mentalidades outras, abertas e surpreendidas como Mário Graciotti, perguntassem: “De que distância, de que regiões, de que épocas virá esse espírito, que se instalou na engrenagem somática de um dos mais curiosos fenômenos intelectuais do Brasil nascente, o poeta, o jornalista, o escritor, filósofo Herculano Pires?”
Partiu em nove de março de mil novecentos e setenta e nove, assim, súbito, como um raio que corta o espaço e se funde com os astros.


Crônica do centenário
WGarcia - Recife, PE

Nós precisamos, é bom reconhecer. Nós precisamos de pessoas com lucidez. Não apenas lucidez, mas lucidez maior que nossa própria. Nós precisamos de homens que sejam capazes de descortinar horizontes, aqueles mesmos horizontes que não alcançamos apesar dos esforços, dos anseios, dos desejos.
Nós precisamos da autoridade, também é bom reconhecer. Nós precisamos da autoridade natural, que naturalmente se coloca e naturalmente se faz reconhecer. Nós precisamos de homens capazes de liderar com o pleno conhecimento da liberdade que permeia a experiência humana num planeta repleto de conflitos.
Nós precisamos, nunca será demais reconhecer. Nós precisamos de pessoas de bom-senso. Não apenas de bom-senso, mas daquele bom-senso que nos toca de imediato e nos leva a refletir se o nosso bom-senso é bom. Nós precisamos de homens que saibam tocar no fio de Ariadne e segui-lo, medida por medida, até o portal do saber.
Nós precisamos da coragem, indiscutivelmente. Nós precisamos da coragem que nos conduza ao rompimento dos diques erguidos pela mentira. Nós precisamos de homens corajosos que possam demonstrar a força que nos falta e lhes sobra na condução da jornada de libertação de mentes e corações ansiosos pela vitória.
Nós precisamos dos sonhos. Nós precisamos de pessoas que sonhem o nosso sonho, o sonho que nos alimenta as noites bem dormidas e os dias descortinados. Nós precisamos de homens que reconhecem o valor da esperança na formação do espírito que caminha sobre as águas de um mundo já bastante líquido.
Nós...
Nós precisamos do Herculano Pires que se foi e nunca partiu. Nós precisamos daquele homem que flutua nas páginas impressas de brochuras e encadernações, que escorre num farfalhar sereno sobre pedras e leitos arenosos, a nos indicar o ponto de luz que além ilumina e aquece o ser inquieto, multiexistencial, em experiências contínuas.
Nós (finalmente?) precisamos da certeza. Não da quase certeza suspensa no arame do equilibrista, ameaçada, tensa. Nós precisamos da certeza do ser imortal que sussurra como leve sopro nos ouvidos do homem a comunicar-lhe boas novas, novas e boas certezas sem negar a sua assinatura.
Nós precisamos, e como, de Herculano Pires.






Medran e Eloá reeleitos no CCEPA
Reeleitos em Assembleia Geral ordinária, realizada no último mês de dezembro, Milton Rubens Medran Moreira e Eloá Popoviche Bittencourtassumiram, dia 2 de janeiro, seu segundo mandato como presidente e vice, respectivamente, do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre.
Ao iniciar a nova gestão, Medran concitou seus companheiros de Diretoria Administrativa a seguirem escrevendo, com a mesma disposição e com o mesmo entusiasmo, a história progressista e sempre pioneira da antiga Sociedade Espírita Luz e Caridade que, hoje, sob a denominação de Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, se constitui numa referência mundial do espiritismo progressista e livre-pensador, inspirado em Kardec. O presidente reeleito lembrou do compromisso assumido pelo CCEPA para sediar, em setembro próximo, o VI Fórum do Livre-Pensar Espírita, evento que exigirá o concurso de todos os colaboradores da instituição e reafirmará os ideais humanistas e progressistas do segmento a que o CCEPA está vinculado.
Todos os titulares da anterior Direção seguirão nos mesmos postos na Diretoria Administrativa do biênio 2014/2015 que ficou assim constituída:
Presidente: Milton Rubens Medran Moreira; Vice-presidente: Eloá Popoviche Bittencourt;Secretário: Rui Paulo Nazário de Oliveira; Tesoureira: Marta Samá; Departamento de Estudos Espíritas e Eventos Culturais: Salomão Jacob Benchaya; Departamento Social: Sílvia Pinto Moreira. Biblioteca e Livraria: Tereza Samá. Departamento de Ação Social: Leda Beier. Com a assessoria especial de Maurice Herbert Jones, o presidente Medran acumula o Departamento de Comunicação Social, responsável pelo jornal CCEPA Opinião.
O Conselho Fiscal, também eleito pela Assembleia Geral, está constituído pelos seguintes associados do CCEPA: Magnólia da RosaMaurice Herbert Jones  e  Ana Heloides de Oliveira Cony. Suplentes Ubirajara Fauth Xavier e Victor Emannuel Christofari.

Intercâmbio CCEPA/Amor e Caridade, de Osório-RS
Jerri Almeida e Milton Medran
No último dia 9 de dezembro, o presidente do CCEPA, Milton Medran, esteve na cidade de Osório/RS, onde, a convite de Jerri Almeida, presidente da tradicional Sociedade Espírita Amor e Caridade, proferiu palestra sobre o tema “Perda de Entes Queridos”, a partir dos conceitos filosóficos espíritas acerca da vida, da morte, do mundo espiritual e da reencarnação. A palestra do presidente do CCEPA encerrou as atividades comemorativas do 50º aniversário daquela instituição espírita da região litorânea gaúcha.
O professor Jerri, estudioso de aspectos filosóficos do espiritismo (mantém na Internet o bloghttp://www.jerrialmeida.blogspot.com.br/, com a temática “Diálogos Filosóficos), tem sido, igualmente, convidado, frequentemente, para proferir palestras no CCEPA. É desejo de ambas as instituições aprofundar o intercâmbio de atividades. Oportunamente, Salomão Jacob Benchayatambém deverá falar naquela casa espírita osoriense.
 No próximo dia 28 de março, a S.E. Amor e Caridade irá promover um Seminário  para discutir com seus colaboradores “O Estudo do Espiritismo no Cenário Contemporâneo”. No evento, será abordada também a história do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – ESDE -. Na oportunidade, Aureci Figueiredo Martins que, por ocasião do lançamento da Campanha do Estudo Sistematizado, na FERGS, gestões de Maurice Herbert Jones, e Salomão Benchaya, integrava o grupo diretivo da Federativa gaúcha onde nasceu a Campanha, falará sobre as origens e desenvolvimento do ESDE. Também será expositor do Seminário o escritor espíritaVinícius Lousada.
As atividades da S. E. Amor e Caridade podem ser acompanhadas no sitehttp://seacosorio.wordpress.com/ ou https://www.facebook.com/pages/Sociedade-Esp%C3%ADrita-Amor-e-Caridade/538185329549077






Opinião e Verdade
Meus parabéns pelo editorial "Opinião e Verdade". Para os membros do Conselho
Editorial do jornal Opinião quero manifestar que muito apreciei sua serena superioridade. Abraços.
Roberto Rufo - ICKS/Santos.

Jesus mitológico o e Jesus histórico. 
Milton, quiero pedirte un favor: he leído el artículo de Daniel Torres sobre Jesús, y me gustaría publicarlo en el próximo boletín de AIPE, ¿me podrías enviar el original en castellano?
Por cierto, me gusta mucho leer Opinião, por tus artículos, pero por sobre todo por la visión subjetiva que acompaña el análisis de cada concepto vertido.
Nieves Granero – Valencia – Espanha.

Fundamentals of  Spiritism
Feliz año nuevo! Estoy muy contenta de que el maravilloso libro de Jon Aizpúrua “Los Fundamentos Del Espiritismo” está ahora disponible para leer em inglês.
Con amor fraternal a todos,
Yvonne Crespo Limoges -Spiritist Society of Florida -St. Petersburg, U.S.A.

sábado, 14 de dezembro de 2013

OPINIÃO - ANO XX - Nº 214 - DEZEMBRO 2013



Fenômenos Psi  ganham tratamento acadêmico

A USP e a Psicologia Anomalística
Instituto de Psicologia da USP anuncia curso de extensão para estudar fenômenos bastante conhecidos no meio espírita.

Grupos de Estudo começam no primeiro trimestre de 2014
Conhecido como Inter Psi, o Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais da Universidade de São Paulo está anunciando em seu site (veja abaixo) na Internet , a formação de diversos Grupos de Estudos de Psicologia Anomalística. Os grupos, que começarão a funcionar no início do primeiro semestre de 2014, deverão reunir pessoas que desejem obter um conhecimento panorâmico da temática ou aprofundar algum de seus temas de modo mais especializado.

Psicologia Anomalística – o que é?
A Psicologia Anomalística, nova área da Psicologia, com marcante presença especialmente nos Estados Unidos, tem por objetivo o estudo das chamadas “experiências anômalas” (EAs). Segundo a APA (Associação Psicológica Americana) podem ser definidas como experiências anômalas aquelas tidas como incomuns ou irregulares, ainda que vivenciadas por um grande número de pessoas. Os estudiosos desses fenômenos partem do pressuposto de que eles se desviam das experiências ordinárias e, especialmente, das explicações usualmente aceitas sobre a realidade, e que, por isso mesmo, merecem um tratamento teórico particular. Eles também deixam claro que a expressão “anômalo” da qual deriva o qualificatitivo “anomalístico” não indica, necessariamente, psicopatologia.

Os temas
Três diferentes grupos, abertos não apenas aos membros do laboratório especializado da USP, mas à comunidade em geral, e gratuitamente, deverão ser formados: o Grupo de Estudos de Introdução à Psicologia Anomalística, o Grupo de Estudos sobre Alterações e Anomalias da Identidade (GEALTER) e o Grupo de Estudos de Hipnose e Estados Alterados de Consciência.
Temas de especial interesse do espiritismo e dos espíritas farão parte do objeto de estudo dos grupos, tais como: Psicologia das Crenças e das Experiências Paranormais, Experiências fora do corpo, Experiências de Aparições, Telepatia e Precognição, Experiências de possessão e mediunidade, nos diversos contextos religiosos, assim como de quase morte, de utilização de línguas estranhas e de escritas ou pinturas automáticas.

Para saber mais:
www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2540:inter-psi-laboratorio-de-psicologia-anomalistica-e-processos-psicossociais-eventos&catid=384:inter-psi
 


 

O Terreno Neutro
Talvez psicologia anomalística seja apenas um novo nome para designar fenômenos existentes em todos os tempos. Antes dela, a metapsíquica, a parapsicologia, a psicologia transpessoal e algumas outras denominações, fizeram – ou tentaram fazer - significativas incursões no mundo das ciências, objetivando um estudo sério de tais fenômenos. São todas iniciativas louváveis, com maior ou menor êxito. É de se registrar, entretanto, que coube ao espiritismo, na modernidade, a primazia de dar a esses fenômenos um tratamento científico, deslocando-os do campo da mera crença, da superstição, do miraculoso, para o terreno daquilo que Allan Kardec tratou simplesmente como lei natural.
Mesmo que Kardec objetivasse, como afirmou, celebrar a aliança da ciência e da religião, posicionando a proposta espírita num terreno neutro, o espiritismo acabou tomado majoritariamente apenas como uma nova religião. Era, aliás, do interesse da própria religião dominante que assim o fosse. Assimilado pelo povo como uma nova fé, seria mais fácil ao “establishment” religioso subestimar o espiritismo e desclassificá-lo, pois seus fundamentos mais sólidos contrariavam dogmas milenarmente estabelecidos pelas igrejas e sacralizados como a palavra do próprio Deus.
Registre-se que, ao tempo da sistematização do espiritismo, não existiam, como hoje, universidades com o caráter laico e plural como as temos hoje, a exemplo da Universidade de São Paulo que disponibiliza, neste momento, a formação de Grupos de Estudos tendo por objeto, entre outros, alguns fenômenos pioneiramente estudados pelo espiritismo.
Assim, iniciativas como esta da USP devem merecer o apoio, o estímulo e, se possível, a participação dos espíritas. Não se as tomem, entretanto, como instrumentos destinados à comprovação das propostas espíritas e nem se queira fazer delas meios de proselitismo. É importante que elas guardem a característica daquele “terreno neutro” onde os fenômenos agora denominados “anomalísticos” sejam submetidos a todas as interpretações teoricamente possíveis. Essa isenção epistemológica é a garantia da própria validação daquele grupo de fenômenos por nós tidos como genuinamente espíritas.
A Universidade é, hoje, o melhor caminho a ser buscado para o estudo metódico de tais fenômenos, independentemente do nome que a isso se atribua. Como afirmou Jon Aizpúrua, na introdução de sua “História da Parapsicologia”, é hora, finalmente, de esse estudo entrar “nos claustros universitários”, integrando-se “harmonicamente ao processo de interdisciplinaridade do conhecimento moderno” para ocupar “o espaço que legitimamente lhe corresponde entre as ciências do homem, da vida e da realidade cósmica”. (A Redação).





Opinião e Verdade

Há quase vinte anos, quando o Centro Cultural Espírita de Porto Alegre iniciou a publicação deste mensário, fazia-o com o modesto objetivo de difundir o pensamento espírita que se desenvolve nesta casa e em grupos afins. Pensamento e verdade, em termos humanos, não têm, necessariamente, que estar juntos. O pensamento é um nobre atributo do homem. A verdade, no entanto, é uma busca constante e, em nosso nível, nunca podemos nos declarar dela detentores. O pensamento nem sempre gera verdades, mas tem o condão de fazer aproximações com a verdade. E isso se chama opinião. Daí o nome dado ao jornal. Ele não tem outra pretensão que não a de interpretar a opinião de um punhado de espíritas que pensam juntos e de cujos pensamentos derivam opiniões consensualizadas pelo grupo. Como somos espíritas, nossas opiniões sempre estão relacionadas aos fundamentos basilares do espiritismo, embora nem sempre inteiramente coincidentes com as de outros companheiros ou instituições também espíritas.
É no campo de alguns conceitos, que não chegam a se contrapor a qualquer dos fundamentos espíritas, que temos divergido de opiniões e interpretações mais ou menos correntes no meio espírita. Apenas para exemplificar, porque são temas de duas cartas abaixo reproduzidas, temos afirmado: a) que o espiritismo não é uma religião; b) que, melhor do que identificar Kardec como um mero codificador do espiritismo, é apontá-lo como seu fundador. Justificamos:
No primeiro caso, porque o espiritismo rompeu com o dogmatismo religioso e, diferentemente das religiões, não faz do espírito e das condições de sua sobrevivência dogmas de fé, mas postulados filosóficos passíveis de experimentação e instrmentos de transformação moral.
E quanto ao verdadeiro papel de Allan Kardec frente ao espiritismo? Embora reconhecendo o esforço do Professor Rivail no sentido de sistematizar conhecimentos gerados pelo intercâmbio com os espíritos, o que levou a ser chamado codificador, pensamos que seu labor se caracterizou, marcadamente, pela criação de um novo movimento de ideias, com denominação e estrutura por ele pessoalmente criados. Assim, entendemos, melhor cabe a Kardec o título de fundador desse movimento de ideias.
Como não fazemos proselitismo e nem trabalhamos com verdades prontas e acabadas, mas com opiniões, nos é sempre gratificante oferecer essas mesmas ideias ao exame de outros grupos e pessoas. Por isso, neste periódico, sempre acolhemos e publicamos cartas que divergem de nós. Partimos da premissa de que o espiritismo é um saber em construção e que pensamento e diálogo, desde que respeitosos, abrem caminhos que nos aproximam da verdade.
Infelizmente, entretanto, há também no meio espírita aqueles que preferem recorrer à arrogância, à ironia e à desqualificação. Estacionaram em um tempo onde uns poucos se arrogavam o privilégio de serem os donos da verdade. E isso não condiz com espiritismo.
Não trabalhamos com verdades prontas e acabadas, mas com opiniões.






Temas de domingo
O churrasco de domingo corria solto. Entre nacos de carne e goles de cerveja, o grupo, quase todo da mesma família, falava das questões de nosso tempo. Como, por exemplo, a da expectativa de vida que não para de aumentar, fazendo com que pais, avós e bisavós cada vez mais convivam com seus descendentes. Foi quando ouvi aquele rapaz dizer ao pai: “Não penses não que vou ficar cuidando de ti, no fim de tua vida, velho. Afinal, eu não pedi para nascer”.
O jovem falava em tom de brincadeira. Talvez a frase não fosse mais do que uma advertência ao pai para que cuidasse de sua saúde, evitando, assim, uma velhice difícil. De qualquer sorte, aquele “eu não pedi para nascer” revelava uma concepção de vida que merece reflexão.

Pedimos para nascer?
É correto dizer que não pedimos para nascer? Será mesmo que éramos um nada, sem consciência e sem vontade, antes de ingressarmos nesta fantástica experiência que é a vida na Terra? Nossa consciência, nossa verdadeira individualidade, só começaram a se formar na gestação, ou, como dizem outros, somente após o nascimento, quando nos tornamos “pessoa” no sentido jurídico?
Quem acompanha o desenvolvimento de uma criança talvez comece a supor que não deve ser assim. Bem cedo, bebês exibem traços muito próprios de personalidade. Alguns precocemente revelarão dotes intelectuais e artísticos impossíveis de serem adquiridos ou ordenados no curto período da atual existência. Outros serão um desafio a pais e educadores, por conta de suas más tendências ou pela dificuldade no aprendizado.

Hereditariedade
Não será mais racional trabalharmos com a hipótese de que vivemos, - e, talvez, vivemos muito -, antes de aqui chegarmos? E que a experiência agora em curso resultou de uma programação da qual nós mesmos participamos?
O médico francês Gustavo Geley, autor de importantes obras sobre metapsíquica e reencarnação, nas primeiras décadas do Século XX, já afirmava que a genética jamais explicaria todas as questões relativas à hereditariedade. À medida em que, nos tempos atuais, avançam os estudos em torno dos genes, parece também ir ficando muito claro que há outros fatores mais importantes na formação da personalidade e do comportamento. O best-seller “A Biologia da Crença”, do Dr, Bruce H.Lipton, livro que estou terminando de ler, presenteado que me foi pelo amigo espírita argentino Dante López, sustenta que, bem mais do que a carga genética, o entorno energético e ambiental é decisivo na vida de qualquer ser vivo, das células aos seres mais complexos. No caso da alma humana, as influências energéticas e ambientais estão também radicadas em anteriores experiências vividas em diferentes corpos.

Já vivemos antes?
De minha parte, eu diria àquele jovem: acho que você pediu para nascer, sim. Quem sabe, até pediu para ter o pai que tem. Sua obrigação de cuidar dele, quando precisar de você não decorre simplesmente de seus laços de sangue, nem dos costumes e das leis que assim determinam. , mas, quiçá, de um compromisso que você próprio assumiu antes de nascer.
Já vivemos antes? Quando essa teoria deixar de ser vista apenas como uma crença religiosa, para se tornar uma hipótese de trabalho da ciência e da filosofia, grandes enigmas da vida humana, com certeza, começarão a ser desvendados.





Do Jesus mitológico
ao Jesus histórico
Daniel Torres – Dirigente do Grupo Espírita Nueva Generación – Guatemala.

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia trouxe significativo aporte ao esclarecimento de muitos enigmas, mistérios e mitos que cercaram a vida de grandes personagens e que foram criados ao longo da história para dar sustentabilidade e perpetuidade a instituições ou movimentos religiosos que os adotaram como se fossem “marcas comerciais”.
Em artigo publicado em site da internet - http://ar.noticias.yahoo.com/blogs/blog-editorial/10-misterios-que-rodean-jesús-nazaret-174730023.html - com o título de “10 misterios que rodean a Jesús de Nazaret”, descreve-se a contribuição trazida pelas investigações, com as evidências encontradas relativamente à vida de um dos personagens mais importantes que viveu neste mundo. A respeito disso, transcrevemos algumas apreciações descritas no referido artigo que acabou gerando reações as mais variadas:

“O Evangelho da esposa de Jesus – Karen King, professora credenciada pelo prestígio da Universidade de Harvard, descobriu um papiro copta do século IV no qual se pode ler: ‘Jesus lhes disse minha esposa...’. A professora apresentou seu achado no Congresso Internacional de Estudos Coptas em Roma”.
“Roger Bagnell, diretor do Instituto para os Estudos do Mundo Antigo avalizou a autenticidade do papiro que Karen King supõe pertencer a um evangelho perdido chamado ‘Evangelho da esposa de Jesus’, possivelmente escrito na segunda metade do século II e traduzido posteriormente ao copta”.

“O túmulo de Jesus – Em 28 de março de 1980 foi descoberto um túmulo em Talpoit, Jerusalém, de mais de 2000 anos de antiguidade, e os estudos realizados em ossários de calcário apontaram a possibilidade de que o sepulcro pertença a Jesus e sua família.
Por enquanto, a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) analisou o ADN mitocondrial de todos os corpos e descobriram que todos eles pertencem à mesma família. Além disso, na sepultura se encontram gravados os seguintes nomes: Yehshúah bar Yoshef (Jesus filho de José), Mariamne e Marah (Mariane ‘a mestra’), Yehudah Bar Yehshúah (Judas filho de Jesus), Yosha (José), Mariah (Maria) y Matthiyah (Mateus)”.

“María Magdalena foi sua esposa – O doutor Carney Matheson do laboratório Paleo  Lab – DNA de Lakehead University,  de Ontário, Canadá, conseguiu extrair o ADN mitocondrial dos restos da sepultura de Talpoit e descobriu que Maria Madalena e Jesus de Nazaré não possuíam o mesmo código genético,  o que criou especulações de que possivelmente fossem casados, especialmente porque no Evangelho se menciona a existência de três mulheres que sempre caminhavam com ele: Maria (sua mãe), sua irmã e Maria Madalena”.


O filho de Jesus – Com o descobrimento da tumba de Talpoit e os estudos nela realizados, foi encontrada no último ossário uma inscrição em aramaico ‘Yehudah Bar Yehshúah’ (Judas filho de Jesus), o que fez surgirem especulações de que, possivelmente, Jesus de Nazaré teve um filho. Entretanto, não existe evidência concreta disso.”

Imaginemos o impacto que produziriam tais afirmações, no campo da religião e suas instituições, na hipótese de se confirmar de maneira inquestionável algum ou todos os fatos mencionados.


De nossa parte, não haveria de tirar minimamente o lugar que Jesus ocupa como modelo de moralidade e de elevada espiritualidade, porque sempre o temos visto como um homem pleno de virtudes e não como um Deus, tal como se o tem querido apresentar. Que há de reprovável na hipótese de ter tido uma esposa e filho(s)?  É isso, por acaso, contrário à lei natural?  Não seria motivo de maior admiração por haver cumprido responsabilidades familiares ao mesmo tempo que desempenhava sua missão?

Uma das teorias que podemos classificar como demasiadamente fantasiosa foi aquela proposta por Jean Baptiste Roustaing: a do Jesus fluídico. Consiste ela em afirmar que jamais esteve Jesus encarnado, e que sua representação física teria sido produto de um fenômeno de materialização que o acompanhou ao longo de sua existência, evitando, dessa forma, o sofrimento.

Tal afirmação foi duramente questionada, e mostra-se inconsistente à luz de toda lógica. Se a intenção dessa teoria era a de divinizá-lo, o resultado foi contrário, porque ela faz ver os atos de sua vida como uma cena de teatro, provocando engano e sofrimento, como que sob as luzes de um verdadeiro espetáculo. Estaria isso de conformidade com a altura moral das convicções de Jesus de Nazaré?  Por que pretender alijá-lo de seu caráter humano, de sua afirmada condição de filho do homem?

O reconhecido escritor venezuelano Carlos Brandt, em sua obra Jesús el Filósofo por Excelencia , é categórico ao  afirmar: “…Jesus jamais se declarou Deus em sentido pessoal. Ao contrário, as citações bíblicas demonstram que ele sempre se reconheceu humano, filho do homem, sendo que somente  três séculos após sua morte, os cristãos se atreveram a converter em um ídolo, em um Fetiche, o homem que mais combateu a idolatria e o fetichismo”.

Enfim, cabe a cada um mostrá-lo da maneira que melhor o considere e que acomode seu pensamento como lhe convenha. O certo é que se dá mais ênfase à forma do que ao fundo, e isso é uma clara resposta do porquê de seus ensinamentos seguirem ausentes da consciência da humanidade.

Como espíritas, valorizamos a elevação de seu pensamento, e mais do que entrar no mundo das conjecturas sobre se teve filhos ou esposa, se foi alto ou baixo, algo mais importante nos convoca: a prática de sua moral e sensatez de suas ideias.

(Traduzido pelo editor de ”CCEPA Opinião”)





CCEPA – Uma ceia para encerrar o ano
Dirigentes, associados e colaboradores do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre reuniram-se na noite de 7 de dezembro para uma ceia de fim de ano, coordenada por sua vice-presidente Eloá Popovich Bittencourt e pela diretora social Sílvia Pinto Moreira.
Na ocasião, o presidente do CCEPA, Milton Medran Moreira, agradeceu pela participação de todos e concitou-os a enfrentarem juntos os desafios de um novo ano, lembrando que, em 2014, o Centro Cultural Espírita de Porto Alegre será sede de um evento da CEPA Brasil: O VI Fórum do Livre Pensar Espírita.

CPDoc faz sua última reunião do ano
O Centro de Pesquisa e Documentação Espírita – CPDoc – entidade filiada à CEPA, que reúne estudiosos do espiritismo, realizou, no  dia 30 de novembro, sua última reunião do ano de 2013. A reunião aconteceu na residência de seu presidente, Mauro de Mesquita Spínola, e esposa,Jacira Jacinto da Silva, em São Paulo. Constaram da pauta da reunião:
 - Apresentação do trabalho “Uma Visão Kardecista da Desobediência Civil”, de Eugenio Lara;
-  Apresentação da proposta “Curso de Iniciação Científica em Temáticas Espíritas”, porGustavo Leopodo Daré;
- Apresentação do trabalho “Políticas Públicas para AD e o Papel dos Espíritas” – de Ademar Arthur Chioro dos Reis.
Os membros do CPDoc também trataram do cronograma de atividades para 2014. Na reunião, Gustavo Leopoldo Daré recebeu suas credenciais de Delegado de CEPA em Ribeirão Preto(veja notícia em “América Espírita”). 
 
Biografia de Kardec – um sucesso editorial
O site da prestigiada revista “Exame” publicou, em 7 de novembro último, reportagem com o título “Biografia de Allan Kardec é sucesso de vendas” - http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/biografia-de-allan-kardec-e-sucesso-de-vendas -     
A matéria versa sobre o livro de Marcel Souto Maior “Kardec: a Biografia” (Editora Record) que, “lançado há menos de 20 dias nas livrarias do país” (quando da edição reportagem) já registrava a venda de 40 mil dos 100 mil exemplares colocados no mercado.
Para a jornalista Luciana Carvalho, autora da matéria, se depender da força do personagem, esse número atingido em pouco tempo não será apenas “fogo de palha’”, pois o francês Allan Kardec (1804-1869), segundo informação da Federação Espírita Brasileira, já vendeu mais de 11 milhões de livros versando sobre doutrina espírita, no Brasil.
“Exame” destaca que o autor da nova biografia de Kardec “vai além da doutrina para contar como o cético professor Hippolyte se tornou um missionário que deu origem ao espiritismo”. Para isso, acrescenta, Souto Maior recorreu a documentos históricos, como jornais e revistas da época e aos originais da “Revista Espírita” que Kardec publicou mensalmente, por 12 anos.                                                                                                              

 




Ciência, Filosofia e Religião
Sugiro ao pessoal do CCEPA que crie uma outra denominação, como por exemplo, "CIFIL" caso não aceite a inclusão de "religião" na fusão entre Ciência, Filosofia e Religião. O pessoal apressadinho em encontrar chifre em cabeça de cavalo confunde Igreja com Religião o que é uma lástima!  CIFIL seria o nome de uma nova "seita" que definiria o "espírita" DIFICIL...(invertendo as sílabas, para formar algo mais misterioso). Mas não se importem com este comentário. Por  aqui, Curitiba, esta praga anda medrando há muito tempo (com pessoal que gosta de faturar uns "trocadinhos" com a venda de livros completamente inúteis).  Um abraço, do Waldomiro, nas horas vagas, Teólogo Espírita.
Waldomiro Koialanskas  - Curitiba/PR.

Religião e Espiritismo – o pensamento de Kardec
Tudo muito bom...lúcidos e verdadeiros ensinamentos (edição de outubro) Só me parece que merece uma pequena correção a frase: "Reunindo uma seleção de textos do fundador do espiritismo..."grifo nosso. Prende-se nossa manifestação ao fato de conhecermos o professor Hipollyte (Sr. Allan Kardec) como CODIFICADOR e não fundador do Espiritismo, já que ele também afirmou que a obra não era sua e sim dos Espíritos...
Agradeço a atenção.
Lauro Roberto Borba – Alvorada

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